05 janeiro 2016

Olhos puxados








E foi assim...
Quase que imperceptível...Delicado e sutil...
As horas passam depressa, mas durante a semana parecem eternas.
O calor, o pedido para dar as mãos...Suadas.
Beijos ardentes dentro do compacto.
Horas e horas tagarelando sendo protegidos da chuva, porém a bateria descarregou e já eram 6 da manhã.
Brigadeiro frappuccino ou café mocha? por muito tempo senti o gosto misturado.
Películas de todos os tipos, ação, animação, terror ruim...parceiro de pipoca e batata recheada.
Casa das rosas, fui surpreendida por alguns espinhos.
As duas horas da manhã demoravam a chegar...E depois, as 13horas era hora de ir.
Vi que você também chorou na despedida, ela teria te aprovado, companheiro na dor.
Flor de estufa, talvez eu não saiba te regar o suficiente.
Abraço forte, ossinhos, cotovelo, codorna, bafinho, sorriso.
Olhos puxados...


















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15 dezembro 2015

Adormecida






Como todas as noites de quinta-feira, o velho se dirigia a casa principal de Madame Bolívar.
O quarto já estava preparado, e na cama a jovem já encontrava-se adormecida.
O chá era dado meia hora antes, o qual fazia com que a adolescente adormecesse e somente despertasse no dia posterior.
Madame Bolívar o recebia com um saudoso aceno de cabeça e o conduzia até o segundo andar, onde estavam localizados todos os quartos da grande mansão.
Ela o acompanhava até o dormitório e repetia a única regra estabelecida pela casa:  - sem penetração! e saia deixando-o a sós com a linda mocinha que jazia desmaiada nos lençóis de seda branca.

Ele sabia que muitos clientes frequentavam a casa, homens de alta posição social e títulos.
Ele mesmo estivera por muitas noites ali, entre vários dormitórios distintos, com varias mocinhas como aquela.

Pensou no que ocorreria a uma jovem para se submeter a tal função. Ele já havia estado com outras jovens como aquela, mas essa se tornara sua preferida, sempre gostou de ruivas por serem raras.

Mas aquela seria uma noite especial, pois ele também adormeceria.

Duas batidas leves na porta e a criada entrou trazendo o bule e uma xícara, fazendo uma reverência rapidamente e saiu.

O velho, despiu-se lentamente. Caminhou até a mesa onde o bule com a água fervente fora depositado.

Despejou o líquido na xícara... Sentou na beirada da cama e sorveu em um gole o líquido quente, suas bochechas ficaram rosadas instantaneamente.

Observou a garota por mais de meia hora...Tocou-lhe as pernas, os seios, o macio cabelo que esparramava-se no travesseiro.

Despediu-se e deitou-se, aquela seria a ultima vez do velho.

Fim.

Baseada no romance de Yasunari Kawabata e o filme beleza adormecida.
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18 julho 2015

Meia Três Quartos





Todos os dias, o velho sentava-se no banco da praça central, com seu jornal do dia anterior e aguardava.
Ao meio dia em ponto, o forte sinal soava, os portões da escola eram abertos e em um coro uníssono, as crianças saiam aos bandos gritando e correndo.
O velho fechava o jornal e aguardava pacientemente.
Ela vinha devagar carregando sua mochila de urso marrom. Os cabelos avermelhados balançavam com a brisa leve de outono, juntamente com o balanço da saia godê azul escura. A camiseta da escola branca com apenas um pequeno emblema no peito direito, justamente aonde os montículos começavam a brota e apresenta-se na transparência do tecido.
Mas eram aquelas meias três quartos que o hipnotizavam.

FIM






















...
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16 julho 2015

Fanfic - Irmandade da Adaga Negra - Amante Duplamente



Amante Duplamente

A chuva estava forte, eram cinco e meia da manhã e ela pulava entre as poças para evitar molhar seus sapatos novos. A blusa de frio serviu como capa para cobrir o cabelo e os ombros, já que havia saído sem o guarda chuva. Correu saltando as poças que se formavam em toda a rua ... Ela xingava mentalmente o fato de ter acabado de sair de uma gripe de quase duas semanas, e agora tomava a maior chuva e encontrava-se ensopada. Já eram quase seis da manhã e já se percebia o amanhecer surgindo em meio ao tempo nublado.

A chuva apertou, e mal conseguia ver a sua frente, andando em zigue zagues o mais depressa que conseguia. Faltava pouco para chegar em casa, mais alguns passos apenas, e foi aí que ela os viu.

Eram 5 homens que aparentavam estar numa briga, a posição de combate, as armas estranhas em punho...Ela parou, afinal, não queria de repente ser alvejada por uma bala perdida ou mal direcionada. Um dos cinco homens caiu ao chão com a mão na costela, provavelmente  fora atingido anteriormente, os quatro restantes começaram a chuta-lo e pisotea-lo. Ela estava petrificada  com a cena, o que poderia fazer, será que matariam o cara no chão, não queria se envolver, não sabia o que havia ocorrido...Um dos quatro homens pegou algo do chão, parecia uma faca, ele ia atingir o homem  com aquilo... Ela gritou...não conseguiu se conter ao vê-lo quase golpeando o outro homem.

Eles olharam-na na hora, entreolharam-se e estranhamente fugiram. Ela achou estranho e olhou para trás para certificar-se que nada mais assustador estaria presente. Mas não, eles simplesmente fugiram por causa dela.

Ela pegou o celular tremula, tentou discar para a ambulância enquanto caminhava ate o homem caído, precisava ajuda-lo de alguma forma. Ele estava embrulhado em seus braços e falava algo muito baixinho.

Ela colocou o celular no bolso e abaixou para ouvi-lo

Sr. Já chamei ajuda...O Sr está bem?

Ele virou para ela e susurrava... ele vestia roupas de moletom, e a toca cobria seu rosto, mas mesmo assim ela pode vislumbrar sua boca, que gemia e emitia um som baixo. Ela aproximou-se para ouvi-lo

A luz...o sol...

Ela olhou para cima, realmente o dia já estava se anunciando, mas o que aquilo importava, afinal ele estava ferido e...ela viu em sua feição que sofria com os ferimentos, e quando ele gemeu, ela vislumbrou claramente que ele tinha presas.

 

Aquilo poderia ser a maior loucura que faria, mas aquele cara poderia ser um vampiro. Ela o cobriu com seu casaco e correu até o prédio e pediu ajuda ao porteiro, disse que o primo havia bebido e se metido em uma briga.. o porteiro ajudou –a a levar o homem para seu apartamento, curioso, ficou fazendo perguntas a ela que respondia monossilábica.

O porteiro ajudou-a a deitar o homem encapuzado em sua cama, ela agradeceu a ajuda lhe dando uma nota de 20 para o “cafezinho” e fechou a porta em sua cara.

Ela cobriu as janelas com a cortina, fechou a porta do banheiro da suíte em que estavam, o sol era visto apenas por baixo da porta. Ele gemia, ela se aproximou sem saber o que fazer...

Como posso ajuda-lo? Chamo médicos?

Só preciso dormir...

Ela saiu do quarto aflita, ele era sim um vampiro, com certeza, mas  o que ela faria?

Foi para o quarto dos pais e trancou a porta, iria tentar descansar e no fim da tarde voltaria para falar com o homem vampiro.

Continua...

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10 junho 2015

Fanfic - Série Castas - A presa do Leão




Sim..Estava tão ansiosa para que os Castas chegassem, aquilo havia sido a maior revelação do século. Homens e mulheres, geneticamente modificados, nascidos em laboratórios com o único intuito de serem máquinas de guerra.

Quando a revelação dos Castas chegou ao conhecimento da mídia através da jornalista Merinus, todos ficaram chocados. Houveram os que apoiaram os experimentos do instituto de genética Americano, acreditando na evolução da especie humana e na extinção de doenças. Porém, a grande maioria das pessoas passou a teme-los, e após a libertação dos cruéis cativeiros humanos, muitos tiveram que se isolar para fugir de ameaças e possíveis agressões.

O santuário, anteriormente uma escola interna para crianças e adolescentes privilegiados, passou a recebe-los e abriga-los. Como inúmeros processos foram abertos contra o conselho de genética Americano, os castas agora eram pessoas ricas que possuíam subsídios até o final de suas vidas, por conta do governo.

Casimiro era o único não casta que possuía parte na direção do santuário, alias, fora ele que entrou em contato com Calam Lyons, o lider dos Castas, para oferecer asilo, agora, ela aguardava ansiosa, por conhece-los...



Continua...




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